Um novo relatório da EAT-Lancet Commission revelou que a adoção de dietas mais sustentáveis e baseadas em alimentos de origem vegetal poderia prevenir até 15 milhões de mortes prematuras por ano em todo o mundo. Além de salvar vidas, o estudo destaca que mudanças alimentares em escala global reduziriam drasticamente o impacto ambiental da produção de alimentos.
O conceito de “dieta planetária” busca equilibrar a saúde humana e a saúde do planeta, defendendo políticas públicas que promovam alimentação saudável, agricultura sustentável e redução do desperdício alimentar. Especialistas afirmam que o atual modelo de consumo e produção é insustentável e agrava crises ambientais, climáticas e nutricionais.
“O que é bom para o corpo também precisa ser bom para o planeta”, destaca o relatório publicado pela The Lancet.
Obesidade global em nível alarmante
Outro estudo internacional aponta que, se nada for feito, mais da metade dos adultos e um terço das crianças estarão acima do peso até 2050. O avanço da obesidade representa um dos maiores desafios de saúde pública do século, elevando os custos com doenças crônicas como diabetes, hipertensão e problemas cardiovasculares.
Pesquisadores reforçam que o crescimento é consequência direta de hábitos alimentares industrializados, sedentarismo e desigualdade de acesso a alimentos saudáveis. O estudo alerta que, sem políticas efetivas, os sistemas de saúde poderão ficar sobrecarregados nas próximas décadas.
Saúde mental em crise global
A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um levantamento que mostra que mais de 1 bilhão de pessoas no planeta convivem com algum transtorno mental, como depressão, ansiedade ou síndrome do pânico. A entidade classifica o cenário como uma emergência silenciosa que requer recursos e políticas mais robustas.
Esses transtornos já figuram entre as principais causas de incapacidade de longo prazo e, segundo a OMS, muitos países ainda não possuem estrutura suficiente para oferecer atendimento psicológico e psiquiátrico adequado.
O relatório reforça a necessidade de investimentos urgentes em saúde mental, principalmente após o agravamento de quadros de ansiedade e depressão durante e após a pandemia.
