FISCALIZAÇÃO APURA VENDA DE FIOS E CABOS QUE PODEM COMPROMETER A SEGURANÇA DE IMÓVEIS
A venda de fios e cabos elétricos suspeitos de não conformidade é alvo de uma apuração em São Paulo. A investigação envolve a distribuidora Gupar, instalada na Rua Yamato, no Jardim Japão, após denúncia apresentada pelo Sindicel aos órgãos de fiscalização.
O caso foi encaminhado ao Procon-SP e ao Ipem-SP, que passaram a atuar na verificação dos produtos comercializados em plataformas de marketplace. A operação deve avaliar a procedência dos itens, a regularidade das informações anunciadas e a possível reincidência da empresa.
Segundo informações preliminares, a distribuidora teria sido identificada pelo Guardião Digital do Inmetro como uma das maiores vendedoras do Mercado Livre entre anúncios de produtos suspeitos de irregularidade.
Entre os materiais sob análise estão cabos de alumínio cobreado. Embora possam ter aparência semelhante à de cabos de cobre, esses produtos possuem características diferentes e exigem identificação adequada para que o consumidor saiba exatamente o que está comprando.
A denúncia feita pelo Sindicel aponta que alguns anúncios poderiam conter informações técnicas incompatíveis com os produtos vendidos. A fiscalização deverá analisar se houve descumprimento de normas, falha de informação ou oferta irregular.
O caso preocupa porque fios e cabos fora de conformidade podem afetar diretamente a segurança elétrica de residências, comércios e indústrias. O uso de material inadequado pode causar superaquecimento, curto-circuito, mau funcionamento de equipamentos e acidentes.
Segundo o Sindicel, a distribuidora já teria sido alvo de autuação do Procon em fiscalização anterior, quando mais de 10 mil rolos de fios teriam sido apreendidos. A nova ação deverá verificar se há elementos que indiquem reincidência.
Além da responsabilidade da empresa investigada, o episódio levanta questionamentos sobre o controle exercido por marketplaces na venda de produtos técnicos. Para o setor, itens ligados à segurança do consumidor precisam de monitoramento mais rigoroso.
A apuração permanece em andamento.
