Especialistas alertam: falta de estrutura hospitalar é o principal risco nas cirurgias estéticas

Especialistas alertam: falta de estrutura hospitalar é o principal risco nas cirurgias estéticas

Dra. Maria Paula Tanaka no podcast Ponto Factual

A expansão das cirurgias estéticas no Brasil tem sido acompanhada por um aumento proporcional de complicações relacionadas à segurança do paciente. Segundo especialistas, o principal fator de risco não é a cirurgia em si, mas a ausência de estrutura hospitalar adequada.

O alerta foi feito durante o podcast Ponto Factual, que contou com a participação da cirurgiã plástica Dra. Maria Paula Tanaka e do cirurgião da parede digestiva Dr. Luiz Castro, diretor técnico do Hospital San Gennaro, em São Paulo.

De acordo com o Dr. Luiz Castro, muitos pacientes subestimam a complexidade de um procedimento cirúrgico ao optarem por realizá-lo em clínicas sem suporte hospitalar.

“A cirurgia pode até transcorrer bem, mas o problema surge quando acontece qualquer intercorrência. Sem hospital, o risco aumenta exponencialmente”, explica.

O médico ressalta que hospitais oferecem centro cirúrgico completo, equipe anestésica, protocolos de segurança e possibilidade de internação em UTI, caso necessário.

A Dra. Maria Paula Tanaka reforça que, na prática clínica, é comum receber pacientes com complicações decorrentes de procedimentos realizados fora desse padrão.

“Muitos desses casos poderiam ser evitados se a cirurgia tivesse sido feita em hospital, com planejamento e equipe completa”, afirma.

Para os especialistas, conscientizar o paciente é fundamental para reduzir riscos e preservar vidas.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *