Cientistas avaliam pílula que ativa músculos para queimar gordura mesmo em repouso
Uma nova classe de medicamentos promete revolucionar o tratamento da obesidade ao ativar diretamente o metabolismo muscular, levando o corpo a queimar gordura mesmo em repouso. Um dos exemplos mais recentes é o ATR-258, que vem sendo estudado por pesquisadores do mundo todo. [oai_citation:3‡CNN Brasil](https://www.cnnbrasil.com.br/saude/nova-pilula-queima-gordura-com-paciente-em-repouso/?utm_source=chatgpt.com)
“Diferente de drogas que suprimem apetite, o ATR-258 parece aumentar a atividade energética no músculo esquelético, fazendo com que ele use mais gordura como fonte de energia”, explica o fisiologista do exercício Dr. Henrique Moreira, da Universidade de São Paulo (USP).
Estudos independentes também investigam hormônios endógenos, como o FGF19, que demonstraram em modelos experimentais a capacidade de aumentar o gasto energético através de via metabólica específica, reforçando a ideia de que vias alternativas de perda de gordura podem ser exploradas. [oai_citation:4‡ScienceDaily](https://www.sciencedaily.com/releases/2025/12/251205054739.htm?utm_source=chatgpt.com)
Como o músculo contribui para o gasto energético
A ativação do tecido muscular para queimar gordura é um conceito que vem sendo estudado há décadas. O músculo é um dos maiores consumidores de energia do corpo e pode influenciar significativamente o gasto calórico total mesmo em repouso.
“Sabemos que pessoas com maior massa muscular tendem a queimar mais calorias, mesmo descansando. Essa medicação busca replicar esse efeito de forma farmacológica”, afirma a nutricionista esportiva Monica Pereira.
Pesquisas sobre compostos que aumentam termogênese e gasto calórico sem interação no apetite também geraram interesse na comunidade científica. Algumas abordagens experimentais em células adiposas demonstraram que é possível “reprogramar” esses tecidos para aumentar o gasto energético sob certas condições. [oai_citation:5‡New Atlas](https://newatlas.com/disease/obesity/sana-obesity-drug/?utm_source=chatgpt.com)
Especialistas alertam para limites e riscos
Apesar do potencial, especialistas são cautelosos. “Nenhum medicamento deve ser considerado ‘milagroso’”, afirma o endocrinologista Dr. Carlos Albuquerque. “Ainda precisamos entender os efeitos de longo prazo e possíveis impactos em outros sistemas orgânicos.”
O cardiologista Leonardo Silva acrescenta: “A farmacologia de obesidade é complexa e envolve interações hormonais, metabólicas e comportamentais — por isso é sempre importante uma avaliação global do paciente.”
O futuro dos tratamentos metabólicos
Avanços em terapias que atuam no músculo esquelético, tecido adiposo marrom e vias hormonais estão abrindo novas frentes de combate à obesidade. A ideia de medicamentos que promovem gasto energético independente do apetite ou do hábito alimentar é considerada por muitos pesquisadores como uma das mais promissoras. [oai_citation:6‡Newsweek](https://www.newsweek.com/startup-creates-pill-that-makes-fat-cells-burn-calories-while-youre-rest-2103087?utm_source=chatgpt.com)
Segundo a bioquímica Ana Cristina Gomes, “ter opções terapêuticas seguras e eficazes é essencial para enfrentar uma condição tão prevalente quanto a obesidade, que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.”
